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Jornalismo Multimídia Parte II

Monday/2, July 2012


Foto: Divulgação Rede MIS

Como já falamos aqui, a equipe editorial da Recheio participou de um ciclo de oficinas sobre jornalismo e mídias sociais, oferecido pelo Museu da Imagem e Som (MIS), de São Paulo.

No dia 21 de junho, por exemplo, a oficina “Jornalista 2.0” discutiu as tensões entre o jornalismo impresso e o digital.

A clássica pergunta que permeia as redações desde que a internet passou a fazer parte da vida das pessoas estava em pauta o tempo todo: “O jornal vai morrer?”. Para Diego Iraheta, chefe de reportagem do portal R7 e um dos palestrantes, a resposta é sim e não. Ele diz que não há porque comprarmos notícia na banca se a temos disponível gratuitamente na rede. A informação do jornal passa a ser antiga também. Pra que noticiar um fato ocorrido ontem se a internet já comunicou a todos? Há a necessidade de repensar o periódico. O jornal pode ser uma fonte de informações mais bem apuradas, com reportagens que invistam em conteúdo exclusivo e interessante ao leitor.

Durante a oficina, os palestrantes desafiaram os participantes a encontrar alguma notícia que tivesse sido publicada somente no impresso. O resultado: Todo conteúdo dos jornais daquela quinta-feira já estavam disseminadas na internet.

Classe C

Na terceira e última oficina da #REDEMIS de junho, o tema abordado foi: “A Classe C e o Desafio Digital”. De acordo com dados levantados pelo Estadão, o número de brasileiros que ascenderam à classe C chegou a 40,3 milhões entre os anos de 2005 e 2011. Com isso, a classe C, em sete anos, passou de 34% para 54% da população.

Isso significa que todos os setores da economia estão enfrentando um novo desafio: como lidar com o público de consumidores emergentes da chamada classe C? Nos meios de comunicação não seria diferente, por isso foi preciso entender quais conteúdos buscam os leitores com acesso recente à tecnologia e quais as ferramentas os jornalistas devem usar para levar a notícia para esses novos internautas.

Hoje, a Internet é um lugar democrático, no qual não existe diferenciação entre sexo, gênero nem poder econômico. Por isso, as redes sociais e os sites estão tentando transformar seu conteúdo para que ele possa ser consumido também pela classe C.

“O R7 é um portal que tem como público-alvo a classe C. Porém, às vezes temos dificuldade em chamar a atenção das pessoas para certos assuntos, como por exemplo, a política. O que tentamos fazer é abordar um outro lado da notícia para deixá-la interessante para essa audiência. Tentamos introduzir ferramentas como a charge, que é bem recebida nesses casos”, explica Diego Iraheta.

A classe C está ai e veio para ficar, resta aos meios de comunicação encontrar a melhor maneira de transmitir as notícias a ela.


Esse artigo foi escrito por Recheio Agência de Conteúdo. Veja Quem Faz. .







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