BLOG DA RECHEIO


Produzimos um manifesto por direitos humanos e cidadania em formato curta-metragem.

Friday/1, April 2016


Somos diferentes. E foi justamente a diversidade social que serviu de gancho para o conteúdo audiovisual do 3º Festival dos Direitos Humanos de São Paulo, que aconteceu em Dezembro de 2015 e se encerrou com o show “Cidadania nas Ruas”, na plateia externa do Auditório Ibirapuera no dia 13/12.

Com os conteúdos que foram exibidos no telão durante o espetáculo, a Recheio Digital produziu um curta-metragem que acabou se tornando o mais recente manifesto em vídeo pelos direitos humanos – e que já foi visto visto por mais de 250 mil pessoas.

O vídeo recém-lançado mostra artistas e formadores de opinião colocando o seu ponto de vista sobre o que significam direitos humanos e cidadania.

“Nós moramos num país gigantesco, um país de extrema riqueza, mas com uma falta de sentimento, de humanidade tamanha, que leva ao sofrimento a grande maioria da sua população” declara o rapper Criolo. No show “Cidadania nas Ruas”, ele cantou “Casa de Papelão”, música de seu último álbum que enxerga os invisíveis moradores de rua.

A invisibilidade dos marginalizados também foi mencionada por Elza Soares, que cantou “A Carne” com novos arranjos de arrepiar. “Está faltando o ser humano ouvir, porque ele não ouve, por mais que você grite, por mais que você fale, por mais que você busque esse tipo de socorro, você não tem”, pontua a cantora.

Assista ao curta-metragem manifesto:

A construção deste vídeo começou em Novembro de 2015, quando a Recheio Digital foi convidada pela produtora artística Eletrônica Viva para produzir os vídeos que foram para os telões do espetáculo. Entre as apresentações de Ney Matogrosso, Elza Soares, Mano Brown, Ava Rocha, Pitty e Criolo, os depoimentos captados comoviam e interagiam com a plateia de milhares.

Pessoas como: Matheus Nachtergale, Paulo Miklos, Gilberto Gil, Lucas Silveira, Zé Celso, Letícia Sabatella, entre outros, opinaram causando a identificação, a troca e a emoção. Segundo o site Assiste Brasil “Um dos momentos mais emocionantes do filme é quando, entre um show e outro durante o encerramento do festival, entra uma gravação no telão: ‘Amanhã, meu filho não vai ser refugiado, meu filho vai ser brasileiro. Meu filho vai brincar com o filho de vocês. Meu filho vai casar com os filhos de vocês. Eu vou ser seu sogro e você pode ser meu sogro de amanhã’, afirma o congolês refugiado e coordenador do Grists (Grupo de Refugiados e Imigrantes Sem-Teto de São Paulo), Pitchou Luambo, seguido pela vibração da plateia, que grita e aplaude.

“Quando me convidaram para fazer a curadoria, eu pensei em atrações que tivessem uma força e que dialogassem dentro desse pensamento dos direitos humanos. Que atuassem. E de diferentes públicos para que a gente tivesse uma plateia diversa e uma reflexão coletiva”, afirmou Priscila Melo, a produtora executiva do show e diretora da Eletrônica Viva Produções.

Elza Soares no palco.

A 3ª edição do Festival dos Direitos Humanos foi uma realização da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo junto com a Eletrônica Viva, entre os dias 6 e 13 de dezembro de 2015.


Esse artigo foi escrito por Recheio Agência de Conteúdo. Veja Quem Faz. .







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